Os deuses primordiais são as divindades que nasceram em primeiro lugar, que surgiram no momento da criação, e cujas formas constituem a estrutura básica do universo. O primeiro deles surgiu do nada, e os outros surgiram dele.
A primeira divindade é o Caos. Por ser a primeira divindade a surgir no universo, é portanto, o mais velho dos deuses. A natureza divina de Caos é de difícil entendimento, devido às mudanças que a idéia de "caos" sofreu com o passar das épocas.
Caos gerou sozinho os seguintes deuses:
- Fogo (rege o Plano Material, e é representado pelo primeiro dos 4 elementos fundamentais da natureza. Fogo é figurado como o elemento de criação, transformação e purificação. A partir dele seriam criados os demais);
- Dor (rege o Abismo das Almas);
- Amor ( rege a Agrestia das Fadas);
- Vazio (rege a escuridão absoluta e o vácuo); e
- Noite (regente das estrelas, ao unir-se ao Vazio foi responsável pela criação do Dia e do Céu dos Deuses, o Plano Astral.
Fogo gerou sozinho os deuses:
- Água (regente dos Mares e Oceanos. Responsável pela cura e transformação, ajudou Fogo na criação do que hoje conhecemos como o Plano Material Primário);
- Ar (regente dos Céus e dos Ventos e foi, juntamente com o Fogo, o criador de toda a primeira geração de Titãs. Ar foi, também, o primeiro Rei dos Titãs); e
- Terra (regente das Montanhas e das Rochas, e pai/mãe de Io, deus dragão que no futuro se dividiria ao meio, dando origem aos dragões primordiais Bahamut e Tiamat, responsáveis por toda a raça dos dragões, sendo Bahamut o precursor dos metálicos e Tiamat a mãe dos cromáticos).
Dor uniu-se a Fogo e juntos geraram as mais temíveis criaturas, tais como:
- Orcus - Príncipe demônio dos mortos-vivos, é um dos demônios mais poderosos do Abismo, capaz até mesmo de ameaçar os deuses. Ele comanda legiões de seguidores, mortos e vivos, e os cultos dedicados a ele são perigosamente comuns no mundo natural;
- Graz'zt - Permanentemente com 2,74m de altura, Graz'zt se parece com um ágil e musculoso humanóide. Sua pele brilha como a obsidiana polida, e seus olhos brilham com uma luz verde malévola. Ele tem dentes amarelados, orelhas pontudas e seis dedos finos decorando cada mão. Ele às vezes é descrito como tendo seis pequenos chifres pretos semi-ocultos em meio ao seu cabelo preto grosso. Essas características demoníacas são aparentes, independentemente de qualquer forma que Graz'zt escolhe tomar. Ele é considerado o mais formoso demônio do Abismo, vestido nos trajes mais caros e elegantes em todo o Plano.
- Demogorgon - Príncipe dos demônios, Demogorgon é uma monstruosidade de duas cabeças que comanda o medo e o respeito de divindades, diabos, demônios e primordiais como ele. Seus registros abraçaram a destruição gratuita, e suas guerras contra Orcus e Graz'zt devastaram todo o Abismo por eras. Apenas as duas mentes competitivas de Demogorgon mantêm suas ambições loucas em cheque.
Amor uniu-se a Alma (também chamada de Psiquê, divindade menor) e juntos geraram a Hedonis, demônio representada pelo sentimento de prazer sexual.
- Hedonis teve filhos e filhas, as quais passaram a ser chamadas de Súcubus (filhas) e Incubus (filhos). ambos habitam o Abismo, criado por Dahhak, no seio do Caos Elemental.
Vazio uniu-se à Noite e com ela gerou os filhos:
- Hemera (representa o Dia), e
- Éter (o Plano Astral).
Vazio uniu-se à Ar e geraram:
- Dione, a deusa das ninfas.
Por fim, Vazio gerou sozinho a Dahhak.
"Dahhak é uma divindade pouco conhecida pelos mortais, sendo que em algumas obras é chamado de "deus acorrentado", e em outras é dado a ele o encargo de deus da vingança e da loucura, além de outras atribuições, como a destruição e a praga, por exemplo. Mas poucos sabem ao certo qual a sua verdadeira natureza. Não há muitos cultistas conhecidos dessa divindade, devido à sua existência misteriosa e doutrina obscura. Alguns trovadores contam que Dahhak fez aliança com alguns titãs e arquitetou uma rebelião no astral, no intuito de tomar o poder do panteão para si. A rebelião foi rechaçada por Kord e seus aliados do Panteão. Os titãs e titânides rebeldes foram condenados a castigos eternos, e aprisionados no Abismo, semi-plano criado pelo próprio Dahhak, como parte de seu plano de conquista do trono dos deuses. Dahhak, o líder deles, foi aprisionado por Kord, Torog e Melora, e condenado a viver acorrentado e castigado por eras, nas cavernas mais profundas e terríveis do reino de Torog, em Dor."
Noite, sozinha, sem se unir a nenhuma outra divindade, procriara o inevitável e inflexível Moros (o Destino), as Queres (morte em batalha), os gêmeos Tânatos (Morte) e Hipnos (Sono), Oniro (a legião dos Sonhos), Momos (escárnio), Oizus (miséria), as Hespérides, guardadoras dos pomos de ouro, as desapiedadas Moiras (deusas do destino), Nêmesis (deusa da retribuição), Apate (engano, fraude), Filotes (amizade), Geras (velhice), Éris (discórdia), Limos (a fome), Ftono (inveja), Ênio (Belona, deusa da carnificina), Lissa (a loucura) e Caronte, o barqueiro do mundo dos mortos. Em resumo, tudo quanto havia de doloroso na vida passava por ser obra da Noite, a maior parte dos outros descendentes de Noite nada mais são que conceitos e abstrações personificados.
Hemera (o dia) e as Hespérides (a luz da tarde e o ciclo do entardecer) nasceram para ajudar Noite a não se cansar. Assim nasceu o ciclo diário: Solaris traz o dia (relaciona com Avandra, a aurora, e Pelor, o Sol); as Hespérides trazem a tarde (relaciona com Sehanine, a Lua) e Noite traz a absoluta noite; todas essas deidades em conjunto conduzem a dança das Horas. Complementando estes ciclos temos outros deuses de outras linhagens, como as Horas que representam ciclos mensais e anuais, Leto e Hécate que recebem o legado de Noite como deidade da noite. As Moiras, filhas de Noite (Cloro, Laquesis e Átropos), são outra continuidade dos poderes gigantescos de Noite, do negro véu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.